Eles instigam. Te fazem encarar uma nova realidade, mesmo que limitada. Não se definem por tamanho, mas costumam não ser extensos. Podem te colocar frente a frente com um curto romance, um curto drama, uma pequena comédia, uma grande batalha épica, ou relatar um simples fato que a vida proporciona no cotidiano, como quando se vai até a padaria da esquina. Não fazem questão de agradar. São estruturados, métricos, mas sempre deixam algo pendente, escrito entrelinhas, e por vezes até omitem revelações, para que não se perca o rumo e tudo acabe sem um sublime ou mórbido enlace final, se houver um final. Isso tudo para instigar quem passe os olhos e tente encaixar seu pensamento, sua ideia, seu argumento. É o que posso dizer sobre contos.
segunda-feira, 7 de novembro de 2011
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